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Estratégia
TOTAL DE PUBLICAÇÕES - 1
Ano:
2018
Mês:
Agosto
Categoria:
13/08/2018

Modelo Canvas para uso no Planejamento

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04/03/2026 - Gestão interna, formação de preços e competitividade
Alaxendro Rodrigo Dal Piva  Por que o valor final do seu produto começa dentro da sua empresa 01. O preço não nasce no mercado. Ele nasce na gestão. Em um ambiente empresarial marcado por inflação recorrente, variações na taxa de juros, transformação tributária e maior sensibilidade do consumidor ao preço, muitos empresários ainda acreditam que o valor final de seus produtos é definido “lá fora”, pelo mercado. Essa é uma meia verdade. O mercado influencia. Mas o preço é consequência da estrutura interna. Quando a empresa não conhece: a. Seu custo unitário real b. Sua margem de contribuição c. Seu ponto de equilíbrio d. Sua carga tributária efetiva e. Seu custo financeiro Ela não define preço — ela reage. Preço sem estrutura é risco. Segundo a literatura de Contabilidade Gerencial (IUDÍCIBUS), decisões baseadas apenas em concorrência ou percepção intuitiva tendem a comprometer margens no médio prazo.   02. O impacto do cenário econômico no dia a dia empresarial A empresa está inserida em um sistema econômico dinâmico. Alterações na Taxa Selic (Banco Central), inflação medida pelo IPCA (IBGE) e mudanças estruturais como a Reforma Tributária (EC 132/2023) impactam diretamente: a. Custo do crédito b. Custo de insumos c. Estrutura tributária d. Fluxo de caixa e. Formação de preços Contudo, o impacto externo só se transforma em crise quando a gestão interna é frágil. Empresas estruturadas absorvem parte das oscilações. Empresas desorganizadas repassam aumentos de forma automática — e perdem competitividade.   03. A formação de preço como instrumento estratégico A formação de preço deve considerar quatro pilares: -> Custos diretos e indiretos -> Despesas administrativas e comerciais -> Tributos incidentes -> Margem necessária para reinvestimento e sustentabilidade De acordo com Assaf Neto, preço deve garantir retorno compatível com o risco do negócio. Quando a empresa não separa custos fixos de variáveis, pode: -> Aumentar preço desnecessariamente -> Ou vender abaixo do custo real   Um exemplo simples: Se a estrutura mensal é R$ 100.000 e a produção é de 1.000 unidades, o custo fixo unitário é R$ 100. Se o volume cair para 800 unidades, esse custo sobe para R$ 125 por unidade. Sem análise de volume e capacidade produtiva, decisões de preço tornam-se distorcidas.   04. Ineficiência operacional: o custo invisível Desperdício não aparece como linha isolada no DRE. Ele está diluído no custo. Retrabalho, compras mal planejadas, estoque excessivo, baixa produtividade e falhas de processo aumentam o custo unitário silenciosamente. A filosofia Lean (WOMACK & JONES) demonstra que a eliminação de desperdícios gera ganhos estruturais antes mesmo de se discutir aumento de preço. Empresas que melhoram processos conseguem: a. Reduzir custo unitário b. Manter preço competitivo c. Aumentar margem A decisão estratégica não é “quanto aumentar”. É “quanto posso melhorar antes de aumentar”.   05. Tributação e seus reflexos na competitividade A escolha inadequada do regime tributário pode comprometer significativamente a margem. Empresas no Lucro Presumido com margem real reduzida podem pagar imposto sobre lucro não realizado. Empresas no Simples podem perder competitividade dependendo do setor e da faixa de receita. Com a transição para CBS e IBS, a lógica de não cumulatividade será ampliada, exigindo maior controle de créditos e apuração. Gestão tributária deixa de ser obrigação burocrática e passa a ser decisão estratégica.   06. Capital de giro e custo financeiro embutido O ciclo financeiro determina quanto tempo a empresa financia sua própria operação. Se o prazo médio de recebimento é maior que o prazo médio de pagamento, há necessidade de capital de giro. Sem planejamento, a empresa recorre a crédito oneroso. Esse custo financeiro é incorporado ao preço final. Segundo Gitman, empresas que administram adequadamente o ciclo operacional reduzem necessidade de financiamento externo e preservam margem.   07. O que o consumidor realmente paga O consumidor não paga apenas pelo produto. Ele paga: -> Estrutura tributária -> Ineficiência operacional -> Custo financeiro -> Margem de risco -> Estrutura administrativa Com maior transparência tributária prevista na nova sistemática, a percepção de valor tende a se tornar ainda mais sensível. Empresas que conhecem seus números conseguem trabalhar valor percebido. Empresas que não conhecem trabalham sobrevivência.   08. Gestão estratégica como diferencial competitivo Estratégia não é apenas planejar crescimento. É estruturar sustentabilidade. Kaplan e Norton, com o Balanced Scorecard, reforçam a importância de indicadores integrados. Empresas estratégicas: a. Monitoram margem de contribuição b. Avaliam ponto de equilíbrio c. Controlam giro de estoque d. Acompanham EBITDA e. Simulam cenários   Preço deixa de ser reação e passa a ser instrumento de posicionamento.   09. Competitividade sustentável Aumento de preço para compensar ineficiência gera perda de mercado. Melhoria estrutural gera ganho de margem. Empresas que investem em processos, controle de custos e inteligência tributária permanecem competitivas mesmo em cenários adversos. A verdadeira vantagem competitiva está na gestão.   Considerações O preço final não começa na etiqueta. Começa na estrutura interna. Quem controla custos controla margens. Quem controla margens define preço com segurança. Quem define preço com estratégia permanece no mercado. Em um cenário de transformação econômica e tributária, maturidade gerencial não é diferencial.   É requisito de sobrevivência.   AFinanceiro atua justamente nesse ponto: Transformar números em decisões, decisões em resultados e resultados em sustentabilidade empresarial.
23/02/2026 - VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO COMO FERRAMENTA DE SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL
01. Por que isso é estratégico para o empresário? Empresários tomam decisões diariamente como: a. Antecipar recebíveis? b. Buscar capital de giro? c. Parcelar compras? d. Investir em expansão? e. Aproveitar desconto à vista?   Todas essas decisões envolvem Valor Presente (VP) e Valor Futuro (VF). Não é matemática financeira. É gestão de sobrevivência e competitividade.   02. Cenário Econômico Atual (Brasil e Mundo – 2025/2026), (🇧🇷) Brasil: a. Taxa Selic: em patamar elevado nos últimos anos, com tendência de redução gradual. b. Inflação (IPCA): ainda pressionada por serviços e alimentos. c. Custo do crédito para PJ: elevado, principalmente capital de giro. d. Reforma Tributária em transição (IBS/CBS): maior necessidade de capital de giro por mudança no modelo de crédito tributário.   02.1 Mundo a. Juros elevados nos EUA e Europa nos últimos anos. b. Acesso ao crédito mais seletivo. c. Maior exigência de eficiência operacional. d. Investidores priorizando empresas com: I. geração de caixa II. previsibilidade III. governança   O empresário que não domina o custo do dinheiro, perde margem.   03. Aplicação Prática: Busca de Recursos Operacionais Situação 1 – Capital de Giro: Um empresário precisa de R$ 100.000 para financiar estoque por 3 meses. Banco oferece: a. 3% ao mês (juros simples) b. Prazo: 3 meses   Cálculo: --> VF = 100.000 × (1 + 0,03 × 3) --> VF = 100.000 × 1,09 --> VF = R$ 109.000 ==> Custo total: R$ 9.000   Pergunta estratégica: Sua margem operacional cobre esse custo?   04. Indicadores que Devem Ser Analisados Antes de Buscar Recursos 04.1. Margem de Contribuição> --> Se sua margem é 20%, você precisa gerar: --> 9.000 ÷ 0,20 = R$ 45.000 em vendas adicionais   Você tem essa capacidade?   04.2. Ciclo Financeiro: Ciclo Financeiro = Prazo Médio de Estoque a. Prazo Médio de Recebimento b. Prazo Médio de Pagamento   Quanto maior o ciclo → maior necessidade de capital.   04.3. Custo Médio Ponderado de Capital (WACC): Mesmo pequenas empresas devem entender: a. Quanto custa capital próprio? b. Quanto custa capital de terceiros?   Se o retorno do negócio < custo do capital → destrói valor.   04.4. EBITDA Empresas sustentáveis apresentam: I. EBITDA positivo e crescente II. Capacidade de geração de caixa   05.5. Índice de Cobertura de Juros a. EBIT ÷ Despesas Financeiras b. Se < 1,5 → risco elevado.   05. Aplicação Estratégica do Valor Presente Situação 2 – Desconto à Vista Fornecedor oferece: --> R$ 50.000 à vista --> ou R$ 52.000 em 60 dias Diferença = R$ 2.000   Qual a taxa implícita? --> VP = 50.000 --> VF = 52.000 --> n = 2 meses   Taxa aproximada: --> 52.000 = 50.000 (1 + i × 2 --> 1,04 = 1 + 2i --> i = 0,02 → 2% ao mês   Se seu dinheiro rende menos que 2% ao mês, pagar à vista é melhor.   06. Sustentabilidade Financeira Empresarial Sustentabilidade não é só ambiental. É: a. Liquidez b. Capacidade de geração de caixa c. Gestão do custo do capital 4. Estrutura saudável de endividamento   07. Indicadores de Sustentabilidade Operacional Indicador Ideal Endividamento Total / Patrimônio < 1,5 Liquidez Corrente > 1,2 Geração de Caixa Operacional Positiva Margem Líquida Crescente Retorno sobre Capital Investido (ROIC) > custo de capital     08. Conexão com a Reforma Tributária Com IBS/CBS: a. Maior transparência de crédito tributário b. Necessidade de controle de fluxo de caixa c. Aumento da importância da previsibilidade financeira   Empresas desorganizadas financeiramente sofrerão mais.   09. Modelo Aplicado para Empresários Passo 1 – Diagnóstico a. Calcular custo efetivo das dívidas b. Mapear ciclo financeiro c. Analisar margens   Passo 2 – Simulação a. Trazer financiamentos a valor presente b. Comparar custo real   Passo 3 – Decisão Baseada em Dados a. Buscar crédito apenas se ROI > custo do capital   10. Mensagem Estratégica ao Empresário Não é sobre pegar dinheiro. É sobre entender quanto ele custa. Empresas que dominam o valor do dinheiro no tempo: ✔ negociam melhor ✔ evitam juros desnecessários ✔ fortalecem caixa ✔ tornam-se sustentáveis   Referenciais Atualizados 1. Banco Central do Brasil – Relatórios Focus e Política Monetária 2. IBGE – IPCA 3. FMI – World Economic Outlook 4. OCDE – Perspectivas Econômicas Globais 5. FGV – Indicadores de Confiança Empresarial     “Empresas sustentáveis não são aquelas que apenas crescem, mas aquelas que entendem o custo do crescimento e transformam decisões financeiras em vantagem competitiva.”
10/02/2026 - Tributação das Micro e Pequenas Empresas na Reforma Tributária: visão empresarial, riscos e controles essenciais
Alaxendro Rodrigo Dal Piva A tributação sempre foi um dos principais fatores de impacto sobre a competitividade, a rentabilidade e a sustentabilidade das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (MPEs). Com a Reforma Tributária sobre o consumo, esse tema deixa de ser apenas operacional e passa a ocupar uma posição estratégica na gestão empresarial. Mais do que entender novas siglas ou mudanças legais, empresários e gestores precisam compreender como o novo sistema afeta preços, margens, fluxo de caixa, relacionamento com clientes e tomada de decisão — e, principalmente, quais controles devem ser fortalecidos para atravessar esse período de transição com segurança.   O novo contexto tributário e seus impactos nas MPEs A Reforma Tributária propõe a substituição gradual de tributos indiretos tradicionais — ICMS, ISS, PIS e COFINS — por dois novos tributos sobre o consumo: - IBS (Imposto sobre Bens e Serviços); - CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). O objetivo central é simplificar o sistema, reduzir cumulatividade e ampliar a transparência. Contudo, para as MPEs, especialmente as optantes pelo Simples Nacional, essa mudança traz impactos relevantes: - Redefinição da lógica de creditamento tributário; - Alterações na formação de preços; - Mudança na competitividade em cadeias B2B; - Necessidade de reavaliar o regime tributário mais eficiente. Tributação das Micro e Pequenas Empresas na Reforma Tributária: Visão Empresarial, Riscos e Controles Essenciais   Simples Nacional: vantagens, distorções e riscos no cenário de transição O Simples Nacional foi concebido para reduzir burocracia e carga administrativa. Suas vantagens são conhecidas: - Unificação de tributos; - Simplificação das obrigações acessórias; - Previsibilidade de desembolso mensal.   Por outro lado, no contexto da Reforma Tributária, surgem distorções importantes: - O imposto pago no Simples não gera crédito integral para o cliente; - Empresas do Simples podem perder competitividade em mercados B2B; - Margens podem ser pressionadas para compensar a ausência de crédito; - A escolha do regime deixa de ser apenas “menos imposto” e passa a ser estratégia de mercado. Nesse cenário, erro de enquadramento, omissão de receitas e planejamento inadequado tornam-se riscos fiscais ainda mais relevantes.   Comparação estratégica entre Simples, Lucro Presumido e Lucro Real A Reforma Tributária reforça a necessidade de comparação técnica e gerencial entre regimes tributários: - Simples Nacional: vantajoso para mercados B2C e empresas com baixa complexidade operacional; - Lucro Presumido: equilíbrio entre carga tributária, simplicidade e competitividade em cadeias empresariais; - Lucro Real: maior controle, melhor aproveitamento de créditos e alinhamento com margens reais, embora com maior complexidade.   A escolha do regime passa a depender de fatores como: - Perfil dos clientes; - Estrutura de custos; - Margem de contribuição; - Capacidade de controle e governança. Não se trata apenas de pagar menos imposto, mas de sustentar resultados no médio e longo prazo.   Controles essenciais para as MPEs no novo ambiente tributário Com a intensificação da fiscalização eletrônica e do cruzamento de dados, a gestão tributária precisa estar integrada à gestão financeira e de processos. Alguns controles tornam-se indispensáveis: Controle de Faturamento e Enquadramento - Monitoramento contínuo do limite do Simples; - Análise preventiva de desenquadramento; - Revisão periódica de CNAEs e atividades.   Controle de Custos e Margens - Apuração correta da margem de contribuição; - Avaliação do impacto tributário nos preços; - Simulações comparativas entre regimes.   Compliance Tributário e Fiscal - Cumprimento rigoroso das obrigações acessórias; - Conciliação entre dados contábeis, fiscais e financeiros; - Redução de contingências e riscos de autuação.   Planejamento Tributário Lícito - Simulações antes da tomada de decisão; - Avaliação periódica do regime tributário; - Decisões baseadas em dados, não em “sensações”.   Tributação como instrumento de decisão e sustentabilidade No novo cenário, a tributação deixa de ser apenas um custo inevitável e passa a ser um instrumento de decisão estratégica. Empresas que adotarem uma postura proativa, com controles adequados e visão gerencial, estarão mais preparadas para: - Manter competitividade; - Proteger margens. - Reduzir riscos fiscais. - Sustentar crescimento de forma consciente. A Reforma Tributária não elimina desafios, mas premia quem gerencia melhor.   Considerações Para as Micro e Pequenas Empresas, o verdadeiro risco não está na Reforma Tributária em si, mas na falta de preparo para lidar com ela. Gestão tributária eficiente exige informação, controles, simulações e decisões fundamentadas. Mais do que escolher um regime, é preciso governar a tributação como parte da estratégia empresarial.   REFERÊNCIAS BRASIL. Lei Complementar nº 123/2006 – Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. BRASIL. Emenda Constitucional nº 132/2023 – Reforma Tributária sobre o consumo. Receita Federal do Brasil. Simples Nacional – legislação e manuais. FABRETTI, Laércio. Contabilidade Tributária. Atlas. PÊGAS, Paulo Henrique. Manual de Contabilidade Tributária. Atlas. IUDÍCIBUS, Sérgio de; MARION, José Carlos. Contabilidade Empresarial. Atlas.  
28/01/2026 - A Nova DRE e a Gestão por Resultados: Clareza, Controle e Decisão Estratégica
Alaxendro Rodrigo Dal PivaNa AFinanceiro, acreditamos que gestão financeira de verdade começa com informação clara, confiável e orientada à decisão. Dentro dessa visão, a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) assume um papel central, deixando de ser apenas um relatório contábil e passando a ser uma ferramenta estratégica de gestão e controle dos resultados organizacionais. Assim, a nova estrutura da DRE, alinhada às melhores práticas internacionais (IFRS 18), representa um avanço importante para empresários que buscam maturidade na gestão, sustentabilidade dos resultados e maior previsibilidade na tomada de decisão.   O que muda na nova DRE – na prática do empresário A principal evolução da nova DRE está na forma como o resultado é organizado e apresentado, trazendo maior clareza sobre a origem do desempenho da empresa. O foco passa a ser a separação objetiva entre: Resultado Operacional: desempenho real da atividade principal do negócio; Resultado Financeiro: impacto das decisões de financiamento, juros, endividamento e aplicações; Tributos: efeito da carga tributária sobre o resultado final.   Com isso, o Resultado Operacional ganha protagonismo, permitindo ao empresário responder com precisão perguntas essenciais como: Meu negócio é realmente lucrativo na operação? Os custos e despesas estão compatíveis com o nível de faturamento? O resultado está sendo consumido por ineficiências operacionais ou por decisões financeiras? Essa leitura mais clara reduz distorções, evita análises superficiais e fortalece a gestão por indicadores, princípio fundamental da metodologia aplicada pela AFinanceiro em seus programas de resultados e consultorias.   Estrutura conceitual da Nova DRE (visão gerencial) Na nova abordagem, a DRE passa a evidenciar claramente os blocos de desempenho: Receita Operacional Líquida Custos e Despesas Operacionais → Resultado Operacional (núcleo da análise gerencial) Resultado de Investimentos e Financiamentos → Resultado Antes dos Tributos Tributos (IR e CSLL) → Resultado Líquido do Exercício   Essa estrutura aproxima a contabilidade da gestão, permitindo análises mais precisas de margem operacional, eficiência produtiva, estrutura de custos e impacto financeiro.   Quadro Comparativo – DRE Tradicional × Nova DRE DRE Tradicional Nova DRE (visão gerencial) Receita Líquida Receita Operacional Líquida (–) Custos (–) Custos Lucro Bruto Resultado Bruto (–) Despesas Operacionais (–) Despesas Operacionais Resultado Operacional (nem sempre claro) RESULTADO OPERACIONAL (destaque central) Resultado Financeiro agregado Resultado de Investimentos e Financiamentos separados Lucro Antes dos Tributos Resultado Antes dos Tributos Lucro Líquido Resultado Líquido Importante: o lucro final não muda. O que muda é a qualidade da informação para decidir.   Por que isso importa para o empresário? Empresas que utilizam a nova estrutura da DRE conseguem: tomar decisões com base em dados mais confiáveis; identificar gargalos operacionais com maior rapidez; melhorar margens e eficiência; alinhar custos, processos e estratégia; sustentar o crescimento com maior segurança financeira. É exatamente nesse ponto que a atuação da AFinanceiro se diferencia: transformar números em decisões, e decisões em resultados sustentáveis.   “A nova DRE não muda o lucro da empresa. Ela muda a forma de enxergar o negócio — e isso muda, definitivamente, a qualidade das decisões.”
11/12/2025 - Varejo Alimentar Brasileiro em Evolução: Estrutura de Mercado, Digitalização e o Avanço do Cash & Carry
Alaxendro Rodrigo Dal Piva   O varejo supermercadista movimentou R$ 1,067 trilhão em 2024, equivalente a 9,1% do PIB.   O setor combina elevada concentração de faturamento nas maiores redes com forte presença regional. Esta dinâmica exige visão estratégica para compreender impactos competitivos, operacionais e econômicos.   Estrutura de Mercado O setor configura um oligopólio diferenciado, no qual poucas redes nacionais concentram aproximadamente 26% do faturamento, enquanto milhares de operadores regionais sustentam rivalidade e diversidade competitiva.   Barreiras à Entrada As principais barreiras incluem exigência de escala logística, cadeia fria, poder de negociação, tecnologia e complexidade tributária. Investimentos crescentes em dados e automação reforçam as vantagens competitivas das grandes redes.   Diferenciação Competitiva O setor apresenta múltiplos formatos: supermercados tradicionais, hipermercados, lojas de vizinhança e atacarejo. Este último é o maior motor de crescimento do varejo alimentar, respondendo por mais de 30% do faturamento total.   Impactos para Consumidores Entre os benefícios estão preços mais baixos e maior variedade; entre os desafios, menor presença de pequenos fornecedores e deslocamento até lojas atacarejo. A digitalização transforma o relacionamento com o cliente e amplia a fidelização.   Impactos para Fornecedores Grandes redes ampliam o poder de barganha e exigências logísticas. Para pequenos fornecedores, isso representa desafios, mas também oportunidades via marcas próprias e nichos regionais.   Eficiência e Regulação A produtividade logística aumentou significativamente na última década, mas a concentração demanda vigilância concorrencial para garantir contestabilidade de mercado e bom funcionamento competitivo.     Considerações   O setor supermercadista brasileiro possui forte dinamismo competitivo. Para empresários, compreender essa estrutura é fundamental para estratégias de posicionamento, precificação, expansão e eficiência operacional.   A análise da estrutura do setor supermercadista demonstra que o equilíbrio entre competitividade, eficiência e inclusão de fornecedores menores será determinante para o futuro do varejo alimentar brasileiro.Empresas que adotarem estratégias orientadas por dados, inovação logística e foco no consumidor estarão mais preparadas para sustentar crescimento em um ambiente de margens pressionadas e alta rivalidade.   Para gestores e empresários, compreender esses movimentos é essencial para decisões de investimento, parcerias, expansão territorial e construção de vantagens competitivas duradouras.     Referências ·       VASCONCELLOS, M. A. S. Introdução à Economia. SRV Editora, 2012. ·       ABRAS. Ranking ABRAS 2024 e 2025. ·       INVESTSP. Redes supermercadistas faturam R$ 1,067 trilhão em 2024. ·       NIELSENIQ. Panorama do Varejo Alimentar 2024–2025. ·       CNI – Confederação Nacional da Indústria. Relatório de Tendências do Consumo 2024. ·       DELOITTE. Future of Retail: Brasil 2024. ·       MCKINSEY & COMPANY. O Futuro do Varejo no Brasil: Eficiência, Digitalização e Comportamento do Consumidor, 2024.  



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