Agile e sua utilizaçãoO que é o Agile?
Alaxendro Rodrigo
Segunda-feira, 16 de Setembro de 2024

O que é o Agile?

 

Agile é uma metodologia de gestão de projetos, especialmente usada em desenvolvimento de software, mas aplicável em diversos tipos de projetos. O Agile prioriza a flexibilidade, colaboração, resposta rápida a mudanças e entregas contínuas.

Ao contrário de metodologias mais tradicionais, como o modelo Waterfall, onde o desenvolvimento ocorre em fases lineares, no Agile os projetos são divididos em pequenas etapas chamadas iterações ou sprints.

 

Principais Conceitos do Agile

 

1. Iterações (Sprints): Períodos curtos de desenvolvimento, normalmente de 2 a 4 semanas, onde uma parte específica do projeto é desenvolvida e apresentada. No final de cada sprint, há uma revisão para garantir que o produto esteja funcionando conforme esperado.

 

2. Colaboração: O Agile promove uma comunicação constante entre as equipes de desenvolvimento, gestão, stakeholders e clientes. Feedback rápido e contínuo permite ajustes conforme necessário, garantindo que o projeto esteja alinhado com as expectativas e mudanças.

 

3. Entrega Contínua: Um dos princípios principais é a entrega contínua de incrementos do produto final. Isso permite que o cliente veja resultados rapidamente e a equipe possa ajustar o curso do projeto conforme necessário.

 

4. Flexibilidade: O Agile é altamente adaptável e está preparado para mudanças. Se novos requisitos surgirem, a equipe pode ajustar o plano de forma a incorporá-los, sem comprometer o progresso do projeto.

 

5. Scrum: Um dos frameworks mais populares dentro da metodologia Agile é o Scrum, que organiza o trabalho em sprints e distribui responsabilidades entre:

ü  Product Owner (responsável por definir as funcionalidades do produto);

ü  Scrum Master (facilitador da equipe); e

ü  Desenvolvedores (os responsáveis pela criação do produto).

 

Benefícios do Agile

 

1. Maior qualidade no produto: Testes contínuos e ajustes rápidos permitem que o produto seja corrigido e melhorado a cada iteração.

 

2. Entrega mais rápida: Com a produção de incrementos utilizáveis do produto em curtos períodos, a equipe consegue mostrar resultados rapidamente.

 

3. Maior satisfação do cliente: Como o cliente está constantemente envolvido no processo e vê o progresso, isso leva a um maior nível de satisfação, uma vez que suas expectativas são atendidas e podem ser ajustadas ao longo do tempo.

 

4. Risco reduzido: A entrega contínua e o feedback constante ajudam a detectar erros cedo e evitar grandes falhas no final do projeto.


Esse modelo pode ser personalizado conforme as necessidades específicas da sua organização ou projeto.

Voltar
Confira as Últimas Notícias
18/05/2026 - O papel da mudança: empresas fortes se adaptam antes da necessidade
O cenário empresarial brasileiro sempre foi marcado por desafios, oscilações econômicas, alterações tributárias, mudanças tecnológicas e transformações no comportamento do consumidor. Porém, em meio a esse ambiente de incertezas, existe um fator que diferencia empresas que apenas sobrevivem daquelas que prosperam: a capacidade de mudar. Os números recentes reforçam essa realidade. Em 2025, o Brasil registrou mais de 4,6 milhões de novos pequenos negócios abertos, demonstrando o forte espírito empreendedor do país. Entretanto, o crescimento do número de empresas também amplia a competitividade e exige maior preparo gerencial. Ao mesmo tempo, pesquisas mostram um ambiente empresarial pressionado por custos, incertezas e necessidade de adaptação. Segundo a Sondagem Omie das Pequenas Empresas, 58% dos empresários afirmaram que o aumento dos custos operacionais comprometeu seus planos de crescimento em 2025, enquanto 56% acreditam que a economia poderá impactar negativamente seus negócios nos próximos meses. Nesse cenário, a Reforma Tributária não deve ser analisada apenas sob a ótica fiscal ou burocrática. Ela representa um momento estratégico para que empresários revisem sua estrutura de gestão, seus processos internos, seus controles e principalmente sua forma de tomar decisões. O problema é que muitas empresas ainda não estão preparadas para essa mudança. Estudos recentes apontam que 57% das pequenas empresas ainda não conseguem avaliar os impactos da Reforma Tributária em seus próprios negócios, enquanto 75% sequer discutiram o tema com seus contadores ou consultores. Isso demonstra que o maior risco atualmente não é apenas a mudança em si, mas a falta de preparação gerencial para enfrentá-la. Muitos negócios ainda operam baseados apenas na experiência, na intuição ou no “sempre foi assim”. Contudo, o mercado atual exige empresas mais organizadas, mais analíticas e preparadas para agir rapidamente diante das mudanças. O verdadeiro diferencial competitivo deixou de ser apenas o produto ou o preço. Hoje, o diferencial está na gestão. A transformação digital é um exemplo claro disso. Em 2025, 76% dos pequenos negócios brasileiros já utilizavam computadores em suas operações e 47% passaram a utilizar sistemas integrados de gestão, demonstrando que empresas mais estruturadas conseguem ampliar controle, produtividade e capacidade de análise. Além disso, o Índice de Transformação Digital Brasil (ITDBr 2025), elaborado pela PwC e Fundação Dom Cabral, destacou que as empresas que mais evoluíram foram justamente aquelas que passaram a utilizar decisões orientadas por dados, indicadores gerenciais e inteligência operacional. Na prática, isso significa que empresas competitivas estão deixando de administrar apenas pelo “feeling” para atuar de forma estratégica, utilizando: a)       indicadores financeiros; b)       DRE gerencial; c)       análise de margem de contribuição; d)       controle de custos; e)       análise de produtividade; f)        acompanhamento em tempo real dos resultados.   Um exemplo muito comum pode ser observado no varejo e na indústria. Muitas empresas acreditam que estão crescendo porque aumentaram o faturamento. Entretanto, ao analisar a margem de contribuição e os custos operacionais, percebem que venderam mais, porém lucraram menos. Em diversos casos, a ausência de gestão faz com que empresários aumentem vendas sem perceber: a)       aumento excessivo de custos fixos; b)       redução de margem; c)       crescimento da inadimplência; d)       perda de capital de giro; e)       queda da lucratividade operacional.   É justamente nesse ponto que a gestão se torna estratégica. Empresas que desejam crescer com sustentabilidade precisam desenvolver uma cultura voltada para controle, análise e melhoria contínua. Isso exige, antes de tudo, disposição para mudar. Mudar significa abandonar práticas ultrapassadas, rever processos improdutivos e compreender que gestão não é custo: é investimento em segurança, crescimento e longevidade empresarial. A resistência à mudança normalmente nasce do medo do desconhecido. Entretanto, empresas que não evoluem acabam perdendo competitividade, margem financeira e capacidade de adaptação. O mercado não penaliza apenas quem erra; ele penaliza principalmente quem permanece parado. Hoje, empresas fortes não são apenas aquelas que vendem mais. São aquelas que conseguem se adaptar antes da necessidade. Nesse contexto, aproveitar momentos de transformação econômica e tributária para reorganizar a empresa pode representar uma das decisões mais inteligentes da gestão.   É o momento ideal para: Revisar processos internos; Estruturar controles financeiros eficientes; Melhorar a formação do preço de venda; Identificar desperdícios e gargalos; Implantar indicadores gerenciais; Aprimorar a análise de resultados; Fortalecer o planejamento estratégico; Desenvolver visão financeira do negócio. Empreender com gestão significa transformar informações em decisões inteligentes. Empresas sólidas não são aquelas que nunca enfrentam dificuldades, mas sim aquelas que possuem capacidade gerencial para interpretar cenários, agir rapidamente e corrigir rotas com segurança. Por isso, a nova mentalidade empreendedora exige uma mudança profunda de postura. O empresário moderno precisa deixar de atuar apenas de forma operacional para assumir uma posição estratégica, analítica e orientada a resultados.   Isso significa compreender que: a)       faturamento não representa lucro; b)       crescimento sem controle pode gerar prejuízo; c)       vender mais nem sempre significa ganhar mais; d)       decisões precisam ser baseadas em indicadores; e)       gestão financeira é um dos pilares da sustentabilidade empresarial.   Mais do que nunca, o empreendedor precisa desenvolver maturidade gerencial. A empresa que controla sua margem de contribuição, entende seus custos, acompanha indicadores e analisa seus resultados possui muito mais capacidade de enfrentar crises, aproveitar oportunidades e crescer de forma sustentável. A mudança deixou de ser uma opção. Ela se tornou uma necessidade estratégica. E aqueles que compreenderem isso antes dos demais estarão mais preparados para transformar desafios em oportunidades e gestão em resultado. ü  empresas fortes antecipam movimentos; ü  gestão é vantagem competitiva; ü  mudança pode ser oportunidade; ü  e resultado sustentável nasce da capacidade de adaptação. 
08/05/2026 - Gestão e Comportamento Empreendedor no Brasil
DA INTENÇÃO À EXECUÇÃO EM UM CENÁRIO DE OPORTUNIDADES E DESAFIOS   Empreender no Brasil nunca foi tão relevante — e ao mesmo tempo tão desafiador. O país vive um momento em que o empreendedorismo deixou de ser apenas uma alternativa de renda e passou a ser um movimento estrutural da economia e da sociedade. Mais do que abrir empresas, empreender hoje significa tomar decisões estratégicas, lidar com incertezas e transformar conhecimento em resultado.   O cenário atual do empreendedorismo no Brasil Dados recentes mostram a força desse movimento: A taxa de empreendedorismo no Brasil atingiu 33,4% da população adulta em 2024, o maior nível dos últimos anos. Isso representa cerca de 47 milhões de brasileiros envolvidos em negócios. No 1º trimestre de 2025, foram abertos mais de 1,4 milhão de pequenos negócios, recorde histórico. Aproximadamente 78% dessas empresas são MEIs, indicando forte busca por autonomia. Além disso: 39,5% dos brasileiros pretendem empreender nos próximos anos. O medo de fracassar, embora ainda relevante, vem diminuindo.   Interpretação estratégica (nível AFinanceiro): O Brasil vive um ambiente de alta intenção empreendedora + crescente formalização, o que indica um mercado competitivo, mas com oportunidades reais.   O verdadeiro diferencial: comportamento empreendedor Se muitos estão empreendendo, por que poucos prosperam? A resposta não está apenas no mercado — está no comportamento. Empreender não é um evento. É um processo comportamental estruturado, baseado em: Tomada de decisão Planejamento Disciplina na execução Capacidade de adaptação Segundo estudos clássicos do empreendedorismo (como GEM e SEBRAE), o sucesso está ligado a um conjunto de competências:   Principais características empreendedoras: Insight estratégico: Empreendedorismo não é talento — é comportamento treinável. Citar alguns: busca de oportunidades, persistência, planejamento e monitoramento, busca de informações, cálculo de riscos, comprometimento, rede de contatos e autoconfiança.   Do sonho à execução: o maior gap do empreendedor brasileiro O Brasil apresenta um fenômeno interessante: Alta intenção de empreender. Crescente formalização. Mas ainda desafios em: Gestão financeira, Planejamento e Controle de indicadores. Ou seja: O problema não é abrir empresas. O problema é sustentar e crescer com gestão. Mesmo com avanço, apenas 13,2% dos negócios são considerados estabelecidos (mais de 3,5 anos).   Tradução prática: Muitos começam e poucos consolidam.   Tendências do empreendedorismo no Brasil (2025+): Com base nos dados atuais, algumas tendências são claras: Crescimento do empreendedorismo por necessidade + oportunidade, assim  o empreendedorismo deixou de ser apenas sobrevivência e passou a ser estratégia.   Forte presença do setor de serviços Mais de 60% dos novos negócios estão em serviços. Impacto: Baixa barreira de entrada Alta concorrência Necessidade de diferenciação   Avanço do empreendedorismo feminino: Quase metade dos novos negócios é liderado por mulheres.   Digitalização e novos modelos de negócio: Crescimento de e-commerce, Infoprodutos e Serviços digitais   Empreendedorismo mais maduro: Crescimento dos negócios consolidados e maior profissionalização   O papel da gestão: o diferencial competitivo real Se há um ponto crítico no empreendedor brasileiro, ele é claro: Gestão ainda é o maior gargalo. Empresas quebram por: Falta de controle financeiro Precificação inadequada Margens mal calculadas Falta de indicadores Aqui entra o diferencial AFinanceiro:   Empreender com gestão significa: Controlar a margem de contribuição Entender custos fixos e variáveis Trabalhar com indicadores (DRE gerencial) Tomar decisões baseadas em dados   A nova mentalidade empreendedora O empreendedor moderno precisa sair do perfil: “Operacional e reativo” E migrar para: estratégico, analítico e orientado a resultados.   Considerações O Brasil vive um dos momentos mais fortes da sua história empreendedora. Mas o verdadeiro diferencial não está em abrir empresas — está em como elas são geridas. Empreender hoje exige mais do que coragem. Exige método, disciplina e visão estratégica.   Mensagem final (AFinanceiro) “Números não mentem. Mas precisam ser interpretados corretamente.”   REFERÊNCIAS GEM – Global Entrepreneurship Monitor 2024/2025 SEBRAE – Agência Sebrae de Notícias Governo Federal – Abertura de empresas Anegepe / Estudos de Empreendedorismo Dados setoriais e tendências  
21/04/2026 - Gestão Financeira como Pilar da Sustentabilidade do Negócio
A gestão financeira empresarial não é apenas uma função operacional dentro das organizações, mas sim um elemento estratégico essencial para a sobrevivência, crescimento e competitividade no mercado. Independentemente do porte do negócio — inclusive no caso do Microempreendedor Individual (MEI) — a adoção de práticas estruturadas de gestão financeira é determinante para a geração de valor e a tomada de decisões assertivas.   Gestão e Controle A gestão financeira pode ser compreendida como um conjunto integrado de ações que envolvem controle, apuração, análise, planejamento e definição de estratégias. Essas atividades, quando executadas de forma sistemática, permitem ao empreendedor não apenas compreender a realidade econômica da empresa, mas também antecipar cenários e agir de maneira proativa frente aos desafios do mercado. O primeiro pilar dessa estrutura é o controle financeiro, que consiste no registro detalhado de todas as entradas e saídas de recursos. Essa prática possibilita a construção de um fluxo de caixa confiável, ferramenta fundamental para visualizar a disponibilidade financeira ao longo do tempo. A ausência desse controle compromete a capacidade de gestão, reforçando o princípio de que “quem não controla, não gerencia”. Na sequência, destaca-se a importância do controle do fluxo de caixa, que permite ao gestor identificar antecipadamente possíveis desequilíbrios financeiros. A análise comparativa entre receitas previstas e despesas projetadas viabiliza decisões estratégicas relacionadas a compras, investimentos, redução de custos e expansão das operações, contribuindo diretamente para a sustentabilidade do negócio.   Controle das margens Um aspecto fundamental para ser considerado, pois é um dos principais indicadores de desempenho empresarial. O conhecimento das margens de contribuição por produto ou serviço permite direcionar esforços comerciais para itens mais rentáveis, além de subsidiar estratégias de precificação e crescimento. A lucratividade de uma empresa está diretamente relacionada à sua capacidade de planejar e executar margens de forma consistente. A gestão de estoques assume papel crítico na saúde financeira da organização. Estoques excessivos imobilizam capital de giro e aumentam o risco de perdas, enquanto estoques insuficientes podem gerar rupturas e perda de vendas. O equilíbrio entre nível de estoque e demanda é essencial para garantir eficiência operacional e financeira.   Apuração de resultados Permite ao gestor mensurar o desempenho do negócio por meio de indicadores como lucro, margem de contribuição e ponto de equilíbrio. Essa análise é indispensável para compreender se os resultados obtidos estão alinhados aos objetivos estratégicos da empresa. Importante quanto apurar é analisar os resultados. A interpretação crítica dos dados financeiros possibilita identificar causas de prejuízos, oportunidades de melhoria e ajustes necessários na operação. Essa etapa transforma dados em informação e informação em decisão. Com base nessas análises, o gestor deve avançar para o planejamento financeiro, estabelecendo metas realistas de faturamento, redução de custos e aumento de lucratividade. O planejamento orienta a empresa no curto, médio e longo prazo, reduzindo incertezas e aumentando a previsibilidade dos resultados.   Estratégias A criação de estratégias empresariais consolida todo o processo de gestão financeira. Estratégias voltadas ao aumento de vendas de produtos mais rentáveis, à otimização de custos e ao alcance do ponto de equilíbrio são fundamentais para garantir a competitividade e a permanência no mercado. Empresas que não inovam em suas estratégias tendem a repetir padrões e, consequentemente, obter resultados limitados.   Considerações A gestão financeira empresarial vai muito além do controle de números. Trata-se de um instrumento de gestão estratégica que conecta todas as áreas da organização, orienta decisões e impulsiona resultados. Negócios que adotam uma abordagem estruturada e disciplinada da gestão financeira estão mais preparados para enfrentar desafios, aproveitar oportunidades e construir uma trajetória sólida de crescimento.
30/03/2026 - O Novo Cenário Empresarial: Custos, Tributos e Capital em Pressão
O ambiente empresarial brasileiro vive um momento de pressão simultânea sobre custos, tributos e liquidez. Três fatores têm se destacado como determinantes para a saúde financeira das empresas: o aumento dos combustíveis, as mudanças da reforma tributária e a crescente dificuldade de capital de giro aliada à redução de margens. Mais do que nunca, gestão deixou de ser diferencial — tornou-se condição de sobrevivência.   Aumento dos Combustíveis: Impacto invisível, mas profundo O aumento dos combustíveis vai muito além do custo direto com transporte. Impactos reais no negócio: a)       Elevação do custo de frete (entrada e saída) b)       Aumento no custo de fornecedores c)       Pressão indireta nos preços de insumos d)       Redução da margem operacional Em muitos casos, o empresário não percebe que: “Mesmo sem alterar o preço de venda, sua margem já diminuiu.”   Recomendações práticas: a)       Revisar custos logísticos e negociar fretes b)       Reavaliar fornecedores (distância x custo) c)       Ajustar preços com base em custos atualizados, não históricos d)       Monitorar impacto no custo unitário   Reforma Tributária: retenção e impacto no caixa A reforma tributária traz mudanças estruturais relevantes, especialmente com a substituição de tributos por modelos como IBS e CBS. Base legal atual: ü  Lei Complementar nº 123/2006 ü  Futuras regulamentações da reforma (IBS/CBS)   Ponto crítico: retenção de tributos A tendência é aumento de: a)       Retenções na fonte b)       Pagamento antecipado de tributos c)       Menor disponibilidade de caixa   Isso gera um efeito direto: “A empresa paga imposto antes mesmo de receber integralmente.”   Impactos práticos: a)       Redução do capital de giro b)       Necessidade de maior controle financeiro c)       Risco de descasamento de caixa   Recomendações estratégicas: Revisar regime tributário periodicamente Simular impacto da reforma no preço Ajustar contratos (prazos x retenções) Integrar contabilidade + financeiro + comercial   Falta de Capital de Giro e Margens Reduzidas Este é o ponto mais sensível e, muitas vezes, o mais negligenciado.   O problema: Empresas vendem mais, mas: a)       Não geram caixa b)       Operam com margens apertadas c)       Dependem de capital externo   Isso ocorre quando: a)       Preço não cobre custo real b)       Prazo de recebimento é maior que o de pagamento c)       Não há controle de fluxo de caixa   Sinais de alerta: a)       Crescimento sem lucro b)       Aumento do endividamento c)       Dificuldade de pagar fornecedores d)       Uso constante de limite bancário   Recomendações práticas: Gestão de caixa: a)       Implantar fluxo de caixa projetado (mínimo 90 dias) b)       Monitorar entradas e saídas diariamente   Margem: a)       Calcular margem de contribuição real b)       Ajustar preços com base em custos atualizados   Capital de giro: a)       Reduzir prazos de recebimento b)       Negociar prazos com fornecedores c)       Evitar estoque excessivo   VISÃO INTEGRADA: O grande erro das empresas O maior risco não está em cada fator isolado, mas na combinação deles: a)       Combustível ↑ → custo ↑ b)       Tributos ↑ → caixa ↓ c)       Margem ↓ → lucro ↓ Resultado: “A empresa trabalha mais, fatura mais, mas ganha menos — ou até perde dinheiro.”   CONSIDERACÕES O cenário exige uma mudança clara de postura: a)       De operacional → para gerencial b)       De controle básico → para gestão por indicadores c)       De reação → para planejamento   Mensagem final ao empresário “Não é o mercado que define seu resultado. É a forma como você entende, mede e reage a ele.” Empresas que estruturarem: a)       Custos b)       Tributos c)       Fluxo de caixa d)       Indicadores Não apenas sobreviverão — crescerão com consistência e segurança.
18/03/2026 - Necessidade de Capital de Giro
Ciclos Operacional, Financeiro e Econômico Impacto na Necessidade de Capital e no Custo do Capital Toda empresa possui um ciclo de funcionamento econômico e financeiro, que representa o tempo necessário para que o dinheiro investido nas operações retorne para o caixa da empresa. Esse processo ocorre em três dimensões principais: Ciclo Operacional Ciclo Financeiro Ciclo Econômico A compreensão desses ciclos é fundamental para determinar a necessidade de capital de giro, bem como avaliar quanto custa financiar as operações do negócio.   Ciclo Operacional O ciclo operacional representa o período entre a compra de insumos ou mercadorias e o recebimento das vendas realizadas. Ou seja: Compra → Produção / Estocagem → Venda → Recebimento   Exemplo: Uma empresa: a)       compra mercadoria hoje b)       vende em 20 dias c)       recebe em 30 dias Ciclo operacional = 50 dias Esse é o tempo que o recurso fica investido na operação.   Ciclo Financeiro (ou Ciclo de Caixa) O ciclo financeiro representa o tempo em que o dinheiro da empresa fica efetivamente imobilizado no processo operacional. Ele considera também o prazo de pagamento aos fornecedores. Fórmula simplificada: Ciclo Financeiro = Ciclo Operacional – Prazo de Pagamento aos Fornecedores   Exemplo: Ciclo operacional = 50 dias Pagamento fornecedor = 30 dias Ciclo financeiro = 20 dias Durante esses 20 dias a empresa precisa financiar suas operações. Esse financiamento pode ocorrer por meio de: ü  capital próprio ü  capital de terceiros.   Ciclo Econômico O ciclo econômico representa o tempo entre a compra de insumos e a venda do produto ou serviço, independentemente do recebimento financeiro. Compra → Produção → Venda Esse ciclo mede a eficiência operacional da empresa. Quanto menor for o ciclo econômico, maior tende a ser a eficiência produtiva e operacional.   Relação com a Necessidade de Capital de Giro Quando o ciclo financeiro é positivo, a empresa precisa de recursos para manter suas operações. Isso gera a chamada: Necessidade de Capital de Giro (NCG) Ou seja, recursos necessários para financiar: estoques contas a receber despesas operacionais.   A empresa pode utilizar: a)       capital próprio b)       capital de terceiros Cada um possui um custo.   Quanto custa o Capital Próprio? Muitos empresários acreditam que o capital próprio não possui custo, mas isso não é verdade. O capital próprio possui um custo de oportunidade. Isso significa que o dinheiro investido na empresa poderia estar sendo aplicado em outras alternativas, como: a)       investimentos financeiros b)       outros negócios c)       mercado de capitais. Portanto, o custo do capital próprio corresponde ao retorno mínimo esperado pelo investidor.   Exemplo simples: Se o investidor poderia aplicar o dinheiro em um investimento que rende 12% ao ano, esse valor representa o custo de oportunidade.   Assim: Custo do capital próprio ≈ retorno esperado pelo investidor Na prática empresarial, esse custo costuma variar entre: 10% e 20% ao ano, dependendo do risco do negócio.   Quanto custa o Capital de Terceiros? O capital de terceiros corresponde aos recursos obtidos por meio de: a)       empréstimos b)       financiamentos c)       fornecedores d)       instituições financeiras. O custo desse capital é representado pelos juros pagos pela empresa.   Exemplo: Empréstimo bancário com taxa de: 2% ao mês Isso significa que o capital utilizado possui custo de aproximadamente: 24% ao ano (aproximadamente). Além dos juros, podem existir outros custos: tarifas bancárias seguros encargos financeiros.   Comparação entre Capital Próprio e Capital de Terceiros Tipo de capital Característica Custo Capital próprio Recursos do proprietário custo de oportunidade Capital de terceiros Recursos de bancos ou fornecedores juros A decisão empresarial envolve encontrar um equilíbrio adequado entre essas fontes de financiamento.   Impacto dos Ciclos no Custo do Capital Quanto maior for o ciclo financeiro, maior será a necessidade de capital de giro. Consequentemente: maior uso de recursos financeiros maior custo financeiro maior risco para a empresa.   Por isso, muitas empresas trabalham para: ✔ reduzir prazo de estoque ✔ reduzir prazo de recebimento ✔ aumentar prazo de pagamento. Essas ações ajudam a diminuir a necessidade de capital de giro.   Exemplo Simplificado Uma empresa possui: Estoque médio: 30 dias Prazo de recebimento: 30 dias Prazo de pagamento: 20 dias Ciclo operacional = 60 dias Ciclo financeiro = 60 – 20 = 40 dias Durante esses 40 dias a empresa precisa financiar suas operações. Se esse financiamento ocorre com empréstimo de 2% ao mês, haverá custo financeiro relevante.   Considerações A gestão eficiente dos ciclos operacional, financeiro e econômico é essencial para: reduzir a necessidade de capital de giro melhorar o fluxo de caixa diminuir o custo financeiro da empresa. Além disso, compreender o custo do capital próprio e do capital de terceiros permite ao gestor tomar decisões financeiras mais eficientes e sustentáveis.
04/03/2026 - Gestão interna, formação de preços e competitividade
Alaxendro Rodrigo Dal Piva  Por que o valor final do seu produto começa dentro da sua empresa 01. O preço não nasce no mercado. Ele nasce na gestão. Em um ambiente empresarial marcado por inflação recorrente, variações na taxa de juros, transformação tributária e maior sensibilidade do consumidor ao preço, muitos empresários ainda acreditam que o valor final de seus produtos é definido “lá fora”, pelo mercado. Essa é uma meia verdade. O mercado influencia. Mas o preço é consequência da estrutura interna. Quando a empresa não conhece: a. Seu custo unitário real b. Sua margem de contribuição c. Seu ponto de equilíbrio d. Sua carga tributária efetiva e. Seu custo financeiro Ela não define preço — ela reage. Preço sem estrutura é risco. Segundo a literatura de Contabilidade Gerencial (IUDÍCIBUS), decisões baseadas apenas em concorrência ou percepção intuitiva tendem a comprometer margens no médio prazo.   02. O impacto do cenário econômico no dia a dia empresarial A empresa está inserida em um sistema econômico dinâmico. Alterações na Taxa Selic (Banco Central), inflação medida pelo IPCA (IBGE) e mudanças estruturais como a Reforma Tributária (EC 132/2023) impactam diretamente: a. Custo do crédito b. Custo de insumos c. Estrutura tributária d. Fluxo de caixa e. Formação de preços Contudo, o impacto externo só se transforma em crise quando a gestão interna é frágil. Empresas estruturadas absorvem parte das oscilações. Empresas desorganizadas repassam aumentos de forma automática — e perdem competitividade.   03. A formação de preço como instrumento estratégico A formação de preço deve considerar quatro pilares: -> Custos diretos e indiretos -> Despesas administrativas e comerciais -> Tributos incidentes -> Margem necessária para reinvestimento e sustentabilidade De acordo com Assaf Neto, preço deve garantir retorno compatível com o risco do negócio. Quando a empresa não separa custos fixos de variáveis, pode: -> Aumentar preço desnecessariamente -> Ou vender abaixo do custo real   Um exemplo simples: Se a estrutura mensal é R$ 100.000 e a produção é de 1.000 unidades, o custo fixo unitário é R$ 100. Se o volume cair para 800 unidades, esse custo sobe para R$ 125 por unidade. Sem análise de volume e capacidade produtiva, decisões de preço tornam-se distorcidas.   04. Ineficiência operacional: o custo invisível Desperdício não aparece como linha isolada no DRE. Ele está diluído no custo. Retrabalho, compras mal planejadas, estoque excessivo, baixa produtividade e falhas de processo aumentam o custo unitário silenciosamente. A filosofia Lean (WOMACK & JONES) demonstra que a eliminação de desperdícios gera ganhos estruturais antes mesmo de se discutir aumento de preço. Empresas que melhoram processos conseguem: a. Reduzir custo unitário b. Manter preço competitivo c. Aumentar margem A decisão estratégica não é “quanto aumentar”. É “quanto posso melhorar antes de aumentar”.   05. Tributação e seus reflexos na competitividade A escolha inadequada do regime tributário pode comprometer significativamente a margem. Empresas no Lucro Presumido com margem real reduzida podem pagar imposto sobre lucro não realizado. Empresas no Simples podem perder competitividade dependendo do setor e da faixa de receita. Com a transição para CBS e IBS, a lógica de não cumulatividade será ampliada, exigindo maior controle de créditos e apuração. Gestão tributária deixa de ser obrigação burocrática e passa a ser decisão estratégica.   06. Capital de giro e custo financeiro embutido O ciclo financeiro determina quanto tempo a empresa financia sua própria operação. Se o prazo médio de recebimento é maior que o prazo médio de pagamento, há necessidade de capital de giro. Sem planejamento, a empresa recorre a crédito oneroso. Esse custo financeiro é incorporado ao preço final. Segundo Gitman, empresas que administram adequadamente o ciclo operacional reduzem necessidade de financiamento externo e preservam margem.   07. O que o consumidor realmente paga O consumidor não paga apenas pelo produto. Ele paga: -> Estrutura tributária -> Ineficiência operacional -> Custo financeiro -> Margem de risco -> Estrutura administrativa Com maior transparência tributária prevista na nova sistemática, a percepção de valor tende a se tornar ainda mais sensível. Empresas que conhecem seus números conseguem trabalhar valor percebido. Empresas que não conhecem trabalham sobrevivência.   08. Gestão estratégica como diferencial competitivo Estratégia não é apenas planejar crescimento. É estruturar sustentabilidade. Kaplan e Norton, com o Balanced Scorecard, reforçam a importância de indicadores integrados. Empresas estratégicas: a. Monitoram margem de contribuição b. Avaliam ponto de equilíbrio c. Controlam giro de estoque d. Acompanham EBITDA e. Simulam cenários   Preço deixa de ser reação e passa a ser instrumento de posicionamento.   09. Competitividade sustentável Aumento de preço para compensar ineficiência gera perda de mercado. Melhoria estrutural gera ganho de margem. Empresas que investem em processos, controle de custos e inteligência tributária permanecem competitivas mesmo em cenários adversos. A verdadeira vantagem competitiva está na gestão.   Considerações O preço final não começa na etiqueta. Começa na estrutura interna. Quem controla custos controla margens. Quem controla margens define preço com segurança. Quem define preço com estratégia permanece no mercado. Em um cenário de transformação econômica e tributária, maturidade gerencial não é diferencial.   É requisito de sobrevivência.   AFinanceiro atua justamente nesse ponto: Transformar números em decisões, decisões em resultados e resultados em sustentabilidade empresarial.



Desenvolvido por:

Copyright © 2026 AFinanceiro - Todos os direitos reservados.